O treinamento de investigação de cenas de crimes, desde o uso adequado do equipamento e da documentação forense, até a eliminação do viés humano, é um processo multifacetado. Parcerias público-privadas que ajudam a moldar o currículo em sala de aula e simulações em campo são uma solução que impulsiona a mudança sistêmica e é uma iniciativa que a FARO® e a Universidade George Mason, sediada na Virgínia, conquistaram recentemente.
Mas mesmo sem essas parcerias, as agências e os departamentos já podem iniciar suas próprias conversas internas sobre o treinamento para investigação de cenas de crimes. Em jogo está nada menos do que a confiança do público que a segurança pública jura defender.
Aqui estão cinco passos que sua agência ou departamento deveria estar executando agora mesmo para melhorar os métodos de coleta e análise de dados, bem como a forma de converter essas informações em narrativas convincentes e imparciais, adequadas para apresentações em tribunal e a outras partes interessadas em todo o sistema judicial:
- Avalie seu processo atual de obtenção de medições: Pergunte-se o seguinte: O processo que você utiliza oferece taxas de erro conhecidas? Você tem a capacidade de obter medições adicionais sem retornar ao local? O que a solução que você usa lhe oferece no futuro se o caso for fechado? Você pode "revisitar" a cena virtualmente e fazer observações adicionais a partir dos dados? Se você acordasse amanhã e encontrasse sua agência no centro de um caso importante, você estaria preparado e orgulhoso de como você reagiria e como representaria sua comunidade? Os dados que você têm atualmente protegem sua agência e seus funcionários na era da total transparência e responsabilidade? Você pode incorporar outros dados, dados de drones, imagens de câmeras corporais, etc., em seu processo existente para corroborar ou refutar declarações de testemunhas?
- Reavalie seu processo para treinar sua equipe e manter a proficiência: Você está brincando de telefone sem fio de tecnologia, transferindo conhecimentos informalmente através de um processo de segunda mão? Que informações vitais são perdidas com este método e você está preparado para o momento de avanço daqueles que possuem o conhecimento? Você tem um processo formal ou uma certificação do fabricante que pode ajudar os investigadores quando testemunharem em tribunal? Você estabeleceu normas a serem cumpridas através da ISO ou outros meios de conformidade?
- Examine seu processo para análise de dados: Você tem disponível um software que é apoiado por validações, white papers e pesquisas científicas que podem ajudar na análise precisa dos dados para fazer uma determinação dos eventos que ocorreram no crime? O método que você utiliza fornece um valor à sua agência na forma de economia de tempo, segurança do funcionário, casos ganhos ou justiça servida através da apresentação de dados precisos e afirmações baseadas em fatos?
- Analise seu processo de armazenamento e compartilhamento de dados: Os dados que você coleta são armazenados de uma forma segura que estará prontamente disponível ao longo do tempo e facilmente acessível pelas pessoas certas quando elas precisarem deles? O poder dos dados não está na retenção deles, mas no compartilhamento da informação para as pessoas que necessitam deles. A comunicação é fundamental para resolver casos e facilitar a justiça.
- Conheça seu processo de interpretação e tradução dos dados para outros: Lembre-se de que a coleta de dados é METADE do trabalho. Devemos traduzir a história para as pessoas encarregadas de tomar decisões importantes: juízes, jurados e atores-chave do sistema judicial. Você tem ferramentas para apresentar os dados de uma forma que conte a história verdadeira? O trabalho do investigador não é feito durante a limpeza da cena, mas quando os fatos das provas são transmitidos ao júri e, muitas vezes, precisamos de auxílios demonstrativos para ajudar nesta tarefa. Estamos agora mais bem equipados do que nunca para fazer isso com dados 3D, vídeos virtuais, perspectivas de testemunhas e muito mais. Você não precisa pular para a realidade virtual, mas pode dar passos nessa direção. A forma como você apresenta seu caso é muito relevante para o júri. Você não testemunharia usando um shorts e uma camiseta. Por que você apresentaria seus dados informalmente com um esboço feito à mão?
Com raízes que remontam ao antigo Egito quando foram realizadas as primeiras autópsias não oficiais, até 1910, quando Edmond Locard desenvolveu o princípio forense de que "cada contato deixa um rastro", e estabeleceu o primeiro laboratório criminal do mundo, a investigação da cena do crime tem uma rica história. Mas, por mais importante que essa história seja, é igualmente importante que ela seja uma informação que leve ao crescimento futuro da investigação de cenas de crimes, sem restringi-la.
A investigação da cena do crime, como todas as ciências, é uma disciplina em evolução. À medida que avançamos no século XXI, novas tecnologias e novos princípios de técnica forense continuarão a ser desenvolvidos. Ter em mente uma lista de verificação de cinco pontos como esta é uma forma sábia de garantir que suas táticas de investigação de cena de crime permaneçam no caminho certo, agora e nas próximas décadas.